domingo, 3 de fevereiro de 2013

Intuição

                      Sintonias divergem o tempo inteiro e, cabe a nós a sabedoria imediata de dar ouvidos aos pressentimentos. Fortes, vagos, de relâmpago - todos são importantes. Vou a diferentes lugares e esforço-me para isso, sentindo que as frustrações poderão ser desesperadoras e como lebre assustada sairei correndo.
                      Encontro pessoas que deixam-me com asco. Olhos obcecados, lagartos vidrados! Tirem suas mãos grudentas da minha pele! Deixem-me livre da extração de energia que sofro em todos os momentos. Não quero ser o centro de desejo. Estou em um estado de ausência quase absoluta de meu Ego -  normalmente enamorado de holofotes -  que me faz querer transformar todas as luzes de palco em espécies diferentes de flores. Na natureza não importa quantas cores há: elas nunca chocam-se, somente harmonizam-se. Impossível o trovão!
                      Esqueço do combustível biológico e mais primitivo para a carne continuar quente: não sinto fome. O instante presente é tão incrível, lúdico acima de tudo: viro criança descobrindo um novo mundo.
                      Dobro minha alma, cubro-me de penas - coladas com caramelo - e salto da clausura para a rua. Atirando-me no travesseiro de ventos. Chego em casa, meu espírito agradece o alívio da tensão.
                      Por favor, intuição, grite como nunca! Do pé do meu ouvido às menores células. Creio que nunca mais a captarei com a frequência enorme de hoje, em que exasperava: ande para trás! Ali na frente será ruim...

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