quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Incompletude

Cinzas espalhadas e aprisionadas no papel. Mais uma noite fora-se... Perdera-se
-Não a terminei!

A esmo deitara-me no corredor logo após a porta, onde já não havia teus olhos de jabuticaba.
-Bem na verdade lá residia ausência total de energia corpórea.

Rastejara-me tal como réptil, pois tremera meu corpo de uma tal forma que o frio, que na alta noite fizera,
-Jamais o faria.

Elegi uma lajota dentre tantas outras, e nela deitara meu peito, alvo, quase arroxeado. O piso passara a palpitar...
-Quis sussurar nele pensamentos
e frases que não dissera.

Entorpecera meu vínculo térreo, logo mais à frente, com o conjunto de escadarias. Os pézinhos - distante de serem os únicos ou primeiros - lutavam para conduzir-me à diante...
-Odisséia; torpor de coisas findas!

Nunca chegara ao apartamento. Nunca voltara para aquela noite: não perdoo-me! O físico por vezes é frágil; passo a repugnar cada vez mais minha existência terrena, onde a mente lutara ( e ainda briga) em vão:
-Retorne! Tenho de libertar palavras!

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